Aspirantes

  Dom Bosco disse: "O que somos é presente de Deus; no que nos transformamos é o nosso presente a Ele"
Mostrando postagens com marcador Salesianidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Salesianidade. Mostrar todas as postagens

29 de jan. de 2012

Festa: SANTO - GIOVANNI BOSCO (1815-1888)


Beatificado em 2-6-1929
Canonizado em 1-4-1934

Nascido em Castelnuovo d'Asti, no dia 16 de agosto de 1815, foi educado pela mãe na fé e na prática coerente da mensagem evangélica.

Com apenas nove anos, teve um sonho e intuiu que deveria se dedicar à educação da juventude. Ainda garoto, começou a entreter os meninos de sua idade com brincadeiras alternadas com trabalho, oração e instrução religiosa.

Ordenado sacerdote (1841) escolheu como programa de vida: "Da mihi animas cetera tolle" (Gn 14,2 1) e começou o seu apostolado no meio dos jovens mais pobres, fundando o Oratório e colocando-o sob a proteção de São Francisco de Sales.


Para saber mais acesse: http://www.sdb.org/index.php?ids=12&sott=17&detsot=1&ty=2











29 de ago. de 2011

Última parte sobre a vida de Dom Bosco - A Congregação Salesiana hoje.


A Congregação Salesiana hoje.

A Congregação Salesiana hoje está nos 5 Continentes, em 132 nações. Suas atividades são:

Ø Centros Juvenis e Oratórios

Ø Escolas: diversos graus, Universidades

Ø Centros de Promoção Social

Ø Missões

Ø Escolas Agrícolas

Ø Centros de promoção vocacional

Ø Casas para Encontros, Cursos, Retiros

Ø Boletim Salesiano

Ø Editoras

Ø Rádios

Ø Televisão

Ø Centros Universitários…

Ø As Redes de Universidades, Escolas, Obras Sociais,

Ø Paróquias

Os salesianos no mundo todo são 15.762. e as Irmãs Salesianas tem atividades iguais à nossas em favor das meninas e moças e são no mundo todo mais de 14.091.

Temos também jovens santos e bem-aventurados: Domingos Sávio é santo beatificado e canonizado pelo Papa Pio XII respectivamente aos 05 de março de 1950 e 12 de junho de 1954. – Laura Vicuña foi beatificada pelo Papa João Paulo II aos 3 de setembro de 1988, Zeferino Namuncurá foi beatificado pelo Papa Bento XVI aos 11 de novembro de 2007.


[Esta matéria foi tirada de Caviglia Alberto, Dm Bosco, visão histórica, São Paulo, Editora Salesiana, 1987 – Morand Wirth, De Dom Bosco aos nossos dias, Roma, LAS, 2000 – pelo padre Narciso Ferreira, salesiano, hoje diretor do Aspirantado Salesiano em Pindamonhangaba]

26 de ago. de 2011

Dom Bosco: Salesiano Coadjutor

Um segredo da expansão esplêndida da congregação, da caridade e da educação cristã em meio à classe trabalhadora deve-se a outro fator que por sua vez é uma das mais belas glórias do gênio de Dom Bosco e a característica mais especial da vida salesiana. Refiro-me ao tipo completamente novo na história das ordens religiosas do Coadjutor, o salesiano leigo.

Quem entra numa oficina ou numa livraria salesiana, ou no recinto de alguma escola agrícola, vai tratar com pessoas boas, que na roupa e nas atitudes não se diversificam de qualquer bom pai de família que trabalhe entre seus rapazes, tome conta de uma firma ou hábito eclesiástico que lecionam nas classes de instrução elementar ou clássica.
São mestres de arte e ao mesmo tempo, na oficina e fora dela, educadores salesianos. Diversamente dos irmãos--leigos de quase todas as outras ordens religiosas, eles são iguais aos outros em tudo e não raramente têm a dirija. Alguns deles são religiosos tanto quanto os padres e os clérigos. Conhecem seu ofício e ensinam sua arte aos meninos com o mesmo sistema paterno usado por seus irmãos de cargos, autoridade e responsabilidade em assuntos graves e delicados.

Dom Bosco morreu aos 31 de janeiro de 1888. Foi beatificado em 1929 e canonizado em 1934 pelo Papa Pio XI. O Bem-aventurado Papa João Paulo II declarou Dom Bosco “Pai e Mestre” dos Jovens no dia 24 de janeiro de 1989.

Dom Bosco: A formação do primeiro grupo e a Fundação da Congregação Salesiana

A formação do primeiro grupo de jovens

Dom Bosco começara a voltar-se para os jovens alunos que lhe inspiravam confiança: Rua, Francesia, Cagliero, Ângelo Sávio, Rocchietti, Turchi e outros. Evidente­mente sua prudência era grande. As congregações e os frades não andavam propriamente em moda nesse tempo. Contam-nos que os rapazes tinham tendência de rir de tudo o que sabia de frade e de convento... Sua tática adaptava-se à mentalidade do ambiente. Com maior ou menor êxito assim se dirigia a alguns: “Queres bem a Dom Bosco? Gostarias de estar com ele? Quererias fazer-te clérigo aqui no Oratório? Gostarias com o tempo de ajudar a Dom Bosco a trabalhar pelos jovens? Olha: se houvesse cem padres e cem clérigos, teria trabalho para todos.”

A fundação da congregação salesiana

Somente no dia 9 de dezembro de 1859 acreditou haver che­gado o momento de falar abertamente de congregação religiosa. Aos “Salesianos” reunidos em seu quarto, falou mais ou menos nestes termos:

“De há muito pensava em instituir uma destas Congregações e esse foi já há vários anos o principal objetivo de mi­nhas preocupações. Eis chegado hoje o momento de passar aos fatos. O Santo Padre Pio IX encorajou-me e louvou meu propósito. Verdadeiramente esta Congrega­ção não nasce agora, mas existia já no complexo de Regras que viestes observando assim por tradição. A congregação será colocada sob a proteção de São Francis­co de Sales

Quem não tiver vontade de inscrever-se peço que não venha mais às conferências que em continuação darei: o não compa­recimento será para mim sinal de renúncia à própria adesão. Deixo-vos uma semana de tempo para pensar. Rezem para que o Senhor os ilumine.”

À saída da reunião houve um silêncio desusado. Mas logo que as línguas se desataram se podem verificar quan­ta razão tinha Dom Bosco em proceder com lentidão e prudência. Alguns murmuravam que Dom Bosco queria fazê-los “frades”. Cagliero media o pátio com grandes passos, dominado por sentimentos contraditórios.

Mas na maioria o desejo de “ficar com Dom Bosco” levou a melhor. Ser santo e trabalhar com Dom Bosco pelos jovens. - Na “conferência de adesão” que se reuniu na tarde de 18 de dezembro, uma semana depois, falta­ram apenas dois dos que haviam participado da confe­rência precedente. Responderam ao convite o padre Vittorio Alasonatti (com 47 anos), quinze clérigos entre 15 e 25 anos e um jovem com 16 anos. Nesta ocasião foi redigido um documento que é o primeiro ato oficial da Sociedade Salesiana. O escopo que todos entendiam alcançar “num só espírito” era o de “promover e conservar o espírito de verdadeira caridade que fosse necessária na obra dos oratórios para a juventude abandonada e em situação de risco”. O documento continuava assim: “Aprouve aos mesmos Congregados erigirem-se em Sociedade ou Congregação que, tendo em mira a própria santificação, se propõem promover a glória de Deus e a salvação das almas, especialmente das mais necessitadas de instrução e de educação.”

17 de ago. de 2011

Continuação: Oratórios


Oratório Ambulante

Ficou lá quase um ano. Escolheu como patrono da capelinha tão pobre - mas inteiramente sua - de que dispunha, S. Francisco de Sales, que se tornou patrono e titular também de suas obras, chamadas justamente SALESIANAS. Com o Pe. Borel iniciou uma escola vespertina para pobres operários, ensinando-lhes a ler, escrever e fazer contas.

Mas aqueles trezentos e mais meninos que aos domingos punham em rebuliço os corredores e os quartos não eram bem o que a senhora Marquesa podia desejar nesse lugar. Foi convidado a se mudar. Começou então, como tinha sonhado, o caminho da cruz: uma verdadeira caça a uma morada estável. "Os repolhos, disse então o Pe. Borel, devem ser transplantados, senão não crescem".

De praça em praça, de igreja em igreja, de campo em campo, as coisas eram difíceis, mas caminhavam. Tudo ia tão bem. Mas Cortou-lhe as asas o dono do prado que ele havia alugado. Opisoteio daquela nova espécie de rebanho lhe arruinava até as raízes do capim.


Dom Bosco chorou. Ao seu redor, tudo estava ficando escuro. Estava-se armando uma perseguição surda, movida por mesquinhez e ciúme. Muitos amigos seretiravam. As autoridades se lhe mostravam hostis. Chegaram até a uma tentativa de interná-lo no manicômio. E agora, que haveria de dizer a seus meninos?- Aonde os levaria no domingo seguinte?

Lá, a céu aberto, Dom Bosco chorou. Em torno dele choravam os seus meninos. O oratório definitivo. A essa altura entrou no prado um bom homem que lhe ofereceu um local ali perto, um telheiro ou coisa semelhante. Foi ver. Era o telheiro da casa Pinardi, baixo e sem reboque, que ele alugou por 320 liras anuais: com um terreninho ao lado. O contrato é de 1º de abril de 1846.


Lá, em meio à várzea despovoada de Valdocco, não longe do Rio Dora, naquele barracão que foi adaptado para ser capela, entrou como em triunfo no domingo seguinte; era Domingo de Páscoa no Oratório de S. Francisco de Sales! E não saiu mais dali. Hoje, domina na frente a cúpula da igreja de Nossa Senhora Auxiliadora, a senhora do sonho.

22 de nov. de 2010

O Sistema Preventivo (Continuação...)

A RAZÃO

O termo “razão” sublinha, segundo a autêntica visão do humanismo cristão, o valor da pessoa, da consciência, da natureza humana, da cultura, do mundo do trabalho, do viver social, a saber, daquele vasto quadro de valores que é como a necessária bagagem do homem na sua vida familiar, civil e política. Na encíclica Redemptor Hominis eu recordei que “Jesus Cristo é o caminho principal da Igreja; esta via leva de Cristo ao homem”.

É significativo observar que, já há mais de cem anos, Dom Bosco atribuía muita importância aos aspectos humanos e à condição histórica do indivíduo: à sua liberdade, à sua preparação para a vida e para uma profissão, à assunção das responsabilidades civis, num clima de alegria e de generoso empenho em favor do próximo. Ele exprimia estes objetivos com palavras incisivas e simples, tais como “alegria”, “estudo”, “piedade”, “sabedoria”, “trabalho”, “humanidade”. O seu ideal educativo é caracterizado por moderação e realismo. Na sua proposta pedagógica há uma união bem realizada entre a permanência do essencial e a contingência do histórico, entre o tradicional e o novo. O Santo apresenta aos jovens um programa simples e, ao mesmo tempo, empenhativo, sintetizado numa fórmula feliz e sugestiva: cidadão honesto, porque bom cristão.

Em síntese a “razão”, na qual Dom Bosco crê como dom de Deus e como tarefa inderrogável do educador, indica os valores do bem, e de igual modo os objetivos a perseguir, os meios e os modos a usar. A “razão” convida os jovens a uma relação de participação nos valores compreendidos e compartilhados. Ele define-a também “bom senso” para aquele necessário espaço de compreensão, de diálogo e de paciência inalterável, no qual encontra atuação o não fácil exercício da racionalidade.

Tudo isto, certamente, supõe hoje a visão de uma antropologia atualizada e integral, livre de reducionismos ideológicos. O educador moderno deve saber ler com atenção os sinais dos tempos para reconhecer os seus valores emergentes que atraem os jovens: a paz, a liberdade, a justiça, a comunhão e a participação, a promoção da mulher, a solidariedade, o desenvolvimento, as urgências ecológicas.

(João Paulo II, Carta Juvenum Patris, 10).

A RELIGIÃO

Segundo termo, “religião”, indica que a pedagogia de Dom Bosco é constitutivamente transcendente, enquanto o objeto educativo último que ele se propõe é a formação do crente. Para ele, o homem formado e amadurecido é o cidadão que tem fé, que põe no centro da sua vida o ideal do homem novo proclamado por Jesus Cristo, e que é testemunha corajosa das próprias convicções religiosas.

Não se trata – como se vê – de uma religião especulativa e abstrata, mas de uma fé viva, arraigada na realidade, feita de presença e de comunhão, de escuta e de docilidade à graça. Como ele gostava de dizer, “colunas do edifício educativo” são a Eucaristia, a Penitência, a devoção a Nossa Senhora, o amor à Igreja e aos seus pastores. A sua educação é um “itinerário” de oração, de liturgia, de vida sacramental, de direção espiritual: para alguns, resposta à vocação de especial consagração (quantos Sacerdotes e Religiosos se formaram nas casas do Santo!); para todos, a perspectiva e a obtenção da santidade.

Dom Bosco é o sacerdote zeloso que refere sempre ao fundamento revelado, tudo o que recebe, vive e doa. Este aspecto da transcendência religiosa, base do método pedagógico de Dom Bosco, não só é aplicável a todas as culturas, mas é adaptável, com fruto, também às religiões não cristãs.

(João Paulo II, Carta Juvenum Patris, 11).

A MABILIDADE OU AMOREVOLEZZA

Enfim, sob o ponto de vista metodológico, a amabilidade (amorevolezza). Trata-se de uma atitude cotidiana, que não é simples amor humano nem apenas caridade sobrenatural. Ela exprime uma realidade complexa e implica disponibilidade, critérios retos e comportamentos adequados.

A amabilidade é traduzida no empenho do educador como pessoa totalmente dedicada ao bem dos educandos, presente no meio deles, pronto a enfrentar sacrifícios e fadigas no desempenho da sua missão. Tudo isto exige verdadeira disponibilidade aos jovens, simpatia profunda e capacidade de diálogo. É típica e mais do que nunca iluminante a expressão: “Aqui, convosco, encontro-me bem; estar convosco é precisamente a minha vida”. Com feliz intuição ele diz claramente: o que importa é que “os jovens não sejam só amados, mas que eles conheçam que são amados”.

O verdadeiro educador, portanto, participa na vida dos jovens, interessa-se nos problemas deles, procura dar-se conta de como eles vêem as coisas, toma parte nas suas atividades desportivas e culturais, nas suas conversas; como amigo amadurecido e responsável, mostra itinerários e metas de bem, está pronto a intervir para esclarecer problemas, para indicar critérios, para corrigir com prudência e firmeza afetuosa, apreciações e comportamentos censuráveis. Neste clima de “presença pedagógica” o educador não é considerado um “superior”, ma um “pai, irmão e amigo”.

Nessa perspectiva, devem ser privilegiadas, antes de tudo, as relações pessoais. Dom Bosco gostava de usar o termo “familiaridade”, para definir o relacionamento correto entre educadores e jovens. A longa experiência convenceu-o de que sem familiaridade não se pode demonstrar o amor, e sem essa demonstração não pode nascer aquela confidência, que é condição indispensável para o bom êxito da ação educativa. O quadro das finalidades a alcançar, o programa e as orientações metodológicas adquirem consistência e eficácia, se marcados por genuíno “espírito de família”, isto é, se vividos em ambientes tranqüilos, alegres, estimulantes.

A este propósito, deve-se ao menos recordar o amplo espaço e a dignidade dados pelo Santo ao momento recreativo, ao desporto, à música, ao teatro ou – como lhe aprazia dizer – ao pátio. É ali, na espontaneidade e alegria dos relacionamentos, que o educador sagaz colhe modos de intervenção, tanto leves nas expressões, quanto eficazes para a continuidade e o clima de amizade em que se realizam. O encontro, para ser educativo, requer um contínuo e aprofundado interesse que leve a conhecer os indivíduos pessoalmente e, ao mesmo tempo, as componentes daquela condição cultural que lhes é comum. Trata-se de uma atenção inteligente e amorosa às aspirações, aos juízos de valor, aos condicionamentos, às situações de vida, aos modelos ambientais, às tensões, reivindicações e propostas coletivas. Trata-se de perceber a urgência da formação da consciência, do sentido familiar, social e político, da maturação no amor e na visão cristã da sexualidade, da capacidade crítica e da justa maleabilidade no desenvolvimento da idade e da mentalidade, tendo sempre bem claro que a juventude não é só um momento de transição, mas um tempo real de graça para a construção da personalidade.

Também hoje, embora num contexto cultural mudado e com jovens de religião também não cristã, esta característica constitui uma dentre tantas instâncias válidas e originais da pedagogia de Dom Bosco.

(João Paulo II, Carta Juvenum Patris, 12)

Fonte: www.salesianos.org.br

Capítulo 5: Pastoral juvenil salesiana e Pastoral da Juventude do Brasil

A pastoral juvenil salesiana, construída sobre o Sistema Preventivo, é nossa forma específica de viver a missão salesiana. As características dessa pastoral são:

· Opção determinante pelos jovens e pelo seu mundo.

· Missão de educar evangelizando e evangelizar educando.

· Experiência comunitária.

· Estilo específico de animação.

· Unidade na diversidade e a organicidade.

· Presença significativa na Igreja.

· Presença significativa no mundo.

AJS e PJ do Brasil: contribuições mútuas

Inseridos e sintonizados com a Igreja, estamos atentos e comungamos com aquilo que a Igreja do Brasil nos orienta a respeito dos jovens. A PJ do Brasil é a voz oficial da CNBB para o trabalho com os jovens. É necessário que a AJS esteja integrada e em sintonia com as orientações da Igreja do Brasil para a pastoral da juventude.

O carisma salesiano oferece contribuições entre as quais:

· o humanismo otimista,

· a visão positiva da vida,

· a acolhida ao progresso,

· a postura crítica diante dos MCS,

· a presença salesiana estimuladora e educativa no meio dos jovens,

· a descoberta e o investimento nas potencialidades juvenis,

· a acolhida e o relacionamento pessoal do educador-pastor com o destinatário,

· a afetividade marcada pelo carinho,

· a simplicidade e a praticidade salesianas,

· a espiritualidade do cotidiano,

· o caráter preventivo do sistema educativo,

· a diversidade de propostas e estilos de vida em grupo,

· a organização de ambientes ricos em propostas educativas,

· o caráter educativo de um ambiente físico,

· a experiência em se trabalhar em equipe (CEP) e em se planejar a ação pastoral (PEPS).

Posturas para uma pastoral orgânica

· Conhecer e aplicar as diretrizes da Igreja do Brasil para a PJ.

· Inserir-se em iniciativas da PJ local.

· Incentivar os jovens a essa caminhada conjunta.

· Participar do processo de organização da juventude católica da Igreja local.

· Abrir-se mais às classes populares e aos jovens marginalizados.

· Oferecer idéias, segundo a rica experiência com grupos juvenis que partem da realidade e do interesse dos jovens, atendem suas necessidades, despertam suas potencialidades e formam lideranças.

· Contribuir na formação de líderes e assessores.

· Descobrir juntos um consistente, atraente e prático itinerário de educação à fé.

· Colocar ambientes, materiais e líderes a serviço da PJ da Igreja local.

· Favorecer iniciativas de parceria, no que diz respeito à formação e eventos juvenis.

· Organizar projetos em consonância com a Igreja local, evitando programações paralelas.

Fonte: www.salesianos.org.br

18 de nov. de 2010

Capítulo 4: O assessor e o coordenador na AJS – papel e perfil

O assessor

A assessoria na AJS se fundamenta na convicção de que em todo jovem há traços do bem a serem descobertos e desenvolvidos.

O assessor da PJ é um cristão adulto, chamado por Deus para exercer o ministério de acompanhar, em nome da Igreja, os processos de educação na fé dos jovens. A assessoria só pode ser exercida por quem fez uma opção pessoal, recebeu o envio por parte da comunidade, com aceitação dos próprios jovens.

Identidade e características do assessor

· Identidade psicológica. Uma pessoa adulta que deve ter a capacidade de entender e acompanhar o processo pessoal e comunitário que os jovens estão realizando. Seu processo de amadurecimento psicológico e de formação humana deve ser constante e permanente.

· Identidade espiritual. É uma pessoa de fé. Vive o seguimento de Jesus na opção que faz pelos jovens. Neles reconhece o rosto de Deus e a voz profética do Espírito. Descobre a presença de Jesus no meio deles. Crê em Deus e crê nos jovens.

· Identidade teológico-pastoral. É uma pessoa chamada por Deus para cumprir uma missão na Igreja, é um enviado da comunidade para anunciar e testemunhar o amor de Deus no meio dos jovens. Deve ser uma pessoa de Deus e de Igreja.

· Identidade pedagógica. É um educador; age de acordo com a pedagogia de Deus, seguindo o modelo que Jesus utilizou com os discípulos. Educa a partir da vida e para a vida. Acompanha os processos pessoais e grupais dos jovens. Como educador, situa-se entre os jovens como amigo maduro e orientador.

· Identidade social. É uma pessoa encarnada em sua realidade social e com um profundo sentido de pertença a ela. Conhece e assume as esperanças e as dores de seu povo, de seus jovens. Procura não ficar passivo diante dos desafios que a realidade apresenta. Sente-se chamado a transformá-la.

· Identidade salesiana. Procura encarnar e transmitir com sua vivência o espírito salesiano; por isso é indispensável conhecer profundamente a espiritualidade juvenil salesiana, estar convencido de suas crenças e ter internalizado seus valores. Tem presente, a partir da vivência – enquanto caminho de santidade dos educadores e dos jovens – do Sistema Preventivo, a centralidade da razão, da religião e do amor. A metodologia do assessor é a da assistência-presença. Busca viver entre os jovens, participando de sua vida, contemplando o seu mundo com simpatia, atento às suas verdadeiras exigências e valores. Vivencia atitudes e valores evangélicos a partir de uma base de realismo prático, de uma atitude de esperança, de uma amizade forte e pessoal com o Senhor ressuscitado, de um sentido responsável e corajoso de pertença à Igreja, de um empenho concreto e operante, ajudando os jovens a serem apóstolos dos jovens. Vive a mística do trabalho apostólico e não trabalha sozinho. Tem presente a criação do espírito de família; ama e demonstra que ama.

Tarefas do assessor

· Em relação a si mesmo. Deve se preocupar com sua formação integral, gradual, permanente.

· Em relação à pessoa do jovem. Acompanham os grupos de jovens, mas aos poucos podem ir assumindo o acompanhamento pessoal de cada jovem. Ajuda o jovem a clarear e definir seu projeto de vida e fazer as opções que configurarão seu ser e agir na Igreja e na sociedade. Deve ser alguém apaixonado pela vida.

· Em relação ao grupo. O assessor cria e favorece clima de amizade, confiança, diálogo, fraternidade, espaços de formação integral, organização, compromisso, experiência comunitária de fé.

· Em relação aos coordenadores de grupos. Oferece a eles formação, subsídios, apoio efetivo na caminhada, a fim de que possam ser um serviço para o exercício dessa liderança.

· Em relação aos outros assessores. Não trabalha sozinho e isolado de seu grupo. É chamado a relacionar-se com os outros assessores, numa partilha de vida, confronto de idéias e experiências, apoio na oração, na reflexão e na avaliação.

· Em relação à sociedade. Situa-se dentro da comunidade social como um adulto enviado ao mundo juvenil. Procurará ajudar os jovens a entender a realidade social, a perceber, respeitar e valorizar as diferentes formas de ver e entender o mundo e a história presentes na sociedade. Procurará ainda ajudar os jovens a encontrarem formas de contribuir para tornar a sociedade mais justa e fraterna.

O coordenador de grupo

Um grupo de jovens não vai para frente nem se sustenta sem um coordenador. Mas quem coordena o grupo deve ser um dos jovens do grupo e não um adulto. O jovem deve estar na linha de frente, deve ser o protagonista, o “ator principal”. Jovens sendo evangelizadores de outros jovens.

Identidade do coordenador

· Simples, atencioso, paciente, amigo.

· Animado e animador, entusiasmado.

· Uma pessoa de fé.

· Disponível e serviçal.

· Pessoa que se capacita.

· Organizado.

Tarefas do coordenador

· Preparar e animar as reuniões do grupo.

· Detectar os anseios, as preocupações, interesses, inquietudes e questionamentos de cada membro e do grupo como um todo para que, juntos, possam chegar a respostas significativas.

· Favorecer a convivência fraterna, o respeito, a alegria, a solidariedade, a criatividade.

· Criar no grupo um clima democrático, estimulando a participação e a co-responsabilidade diante dos objetivos e atividades do grupo.

· Animar a uma verdadeira experiência de Deus na oração, na leitura da Palavra, na celebração viva da fé.

· Apoiar iniciativas que nascem da fé em vista da solidariedade com os pobres e com os que mais sofrem.

· Trabalhar sempre em sintonia e em conjunto com o assessor do grupo.

· Manter contato permanente com os responsáveis das obras e presenças e com outros grupos de jovens de sua realidade, com a PJ paroquial e diocesana.

· Descobrir e potencializar as lideranças do grupo.

Fonte: www.salesianos.com.br

18 de out. de 2010

Capítulo 3: A espiritualidade juvenil salesiana

Dom Bosco nasceu em 1815 na Itália. Desenvolveu sua obra na segunda metade do século 19. Criou colégios, paróquias, oratórios, escolas profissionais, com uma única preocupação: a educação e evangelização da juventude, sobretudo a mais pobre e abandonada.

A motivação profunda de Dom Bosco era a convicção de que Deus quer o bem de todas as pessoas, quer a salvação de todos. Deus é o bom pastor que cuida carinhosamente de cada uma de suas ovelhas, tendo especial carinho por aquelas mais fracas e em situação de risco.

Inspirado em Dom Bosco e motivado por ele, nasceu um vasto movimento de pessoas e de ações com um único objetivo: trabalhar pelo bem de todos, sobretudo os jovens mais pobres e abandonados.

No ano de 1837, em Mornese, nasceu Maria Mazzarello. Em comum com Dom Bosco, ela tinha a mesma paixão por Deus e pela juventude. Orientada por ele, fundou o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora.

O jeito com que eles enxergavam e procuraram realizar sua missão é o que chamamos de espiritualidade. Espiritualidade não é algo abstrato: é o modo de ser e de viver, baseado em determinadas crenças e valores fundamentais.

Na medida em que foram realizando seu trabalho, Dom Bosco e Madre Mazzarello desenvolveram um jeito característico de educar. Eles procuraram cuidar para que seu jeito estivesse presente em suas obras, mesmo quando eles próprios não estavam presentes. Reuniram as principais características de seu estilo de educar no chamado Sistema Preventivo. É nele que encontramos os traços característicos da espiritualidade juvenil salesiana.

Crenças da espiritualidade juvenil salesiana

· Toda pessoa é criada para o bem. Essa crença nasce da certeza de que todos somos filhos de Deus, criados à sua imagem e semelhança. Se existem em nosso meio pessoas sofrendo, marginalizadas, não é porque foram criadas assim. Dessa crença nascem o desejo e a força de se empenhar para que todos tenham vida e a tenham em abundância.

· Deus está presente em nossa história e nos espera para um encontro com Ele. Em Jesus Cristo, Verbo Encarnado, Deus assumiu nossa condição, nossa história; é na realidade histórica que devemos buscá-lo. Como conseqüência, a espiritualidade salesiana é espiritualidade do cotidiano.

· A vida é dom de Deus e tem valor insubstituível. Por ser dom de Deus, a vida adquire valor inestimável. Deve ser valorizada, cultivada, defendida em todas as formas.

· Estamos caminhando para o bem. Na ressurreição de Jesus, o mal foi vencido.Nosso destino é a realização em Deus. A espiritualidade salesiana é otimista, acredita na força do bem, acredita que o mundo todo está em evolução.

· A educação se dá na relação. Dom Bosco privilegiava o contato entre educador e educando. A educação não acontece senão pelo relacionamento entre as pessoas.

Valores da espiritualidade juvenil salesiana

· A vida, lugar onde se faz experiência de Deus. Dom Bosco era uma pessoa prática, gostava das coisas concretas. Isso se refletia também em sua maneira de se relacionar com Deus. Para ele, o lugar de se experimentar Deus é na vida do dia-a-dia. De Madre Mazzarello afirmava a sua amiga Petronilla: “Maria não só pensava continuamente em Deus, mas vivia a sua presença e, mais ainda, vivia amorosamente unida a Ele. Trabalhando em casa, andando pelas estradas, atendendo ativamente aos trabalhos dos vinhedos, o seu pensamento perdia-se em Deus”. Dizia Madre Mazzarello: “A verdade piedade consiste em cumprir todos os nossos deveres a tempo e lugar e só por amor de Deus”. Essa espiritualidade nos ajuda também a viver e enfrentar os momentos difíceis: a cruz é também caminho de ressurreição; não significa acomodação.

· A oração salesiana. A espiritualidade sustenta-se na oração. Dom Bosco rezava sempre: tudo o que vivia, tudo o que fazia pelos jovens, era expressão de seu intenso amor por Deus e pelos jovens; era a oração do cotidiano. Madre Mazzarello dizia: “Falem muito com o Senhor. Carregando cal ou costurando, trabalhando na vinha ou brincando no pátio, era importante estar na escuta do Senhor”. Quando falamos da oração do cotidiano, de perceber Deus na vida, não queremos diminuir a intensidade da oração. Ao contrário, os momentos explícitos são importantes e necessários, mas não podem ser somente esses.

· Somos gente de festa. A festa, a alegria, são características típicas da espiritualidade salesiana. Não uma alegria vazia, mas que brota de quem está contente com a vida porque sabe que ela, por mais dificuldades que apresente, é um dom de Deus. Alegria que nasce como expressão espontânea daquele que se sente amado e é capaz de amar, reflexo de quem se sente constantemente querido por Deus.

· A vida como vocação. Ninguém foi criado por acaso. Deus nos quis e nos chamou pessoalmente à vida; nos criou para a vida. Somos chamados a ser co-criadores com o Senhor; chamados a ser geradores de vida; chamados a lutar contra tudo aquilo que representa ameaça à vida. Nos acontecimentos e sinais do dia-a-dia, nas urgências e necessidades que se nos apresentam, vamos percebendo as oportunidades concretas de resposta. O que não podemos é nos fechar em nós mesmos. Queremos dignidade e plenitude de vida não apenas para nós, mas para todos.

· Acolhida do outro. A acolhida não é uma questão de palavras. É um clima que se sente, um estado de espírito que é percebido além do que se diz. É capaz de acolher quem percebe o outro como valor. É capaz de acolher quem não é auto-suficiente. Só é capaz de acolher quem é capaz de amar. Dom Bosco expressava a acolhida no que ele chamava de “clima de família”, um ambiente marcado pela descontração, pela espontaneidade (o que não pode ser confundido com ausência de normas ou regras). Existe clima de família quando as pessoas sentem-se bem, sentem-se em casa.

· Comunhão eclesial. A comunhão com a Igreja em todos os níveis – mundial, diocesana, paroquial – é característica da espiritualidade salesiana. A AJS não deve ser uma organização paralela, independente, auto-suficiente em relação às organizações e dinamismos pastorais locais. Por isso, a AJS procura articular-se com os diversos organismos e pastorais existentes no ambiente em que está inserida, levando para lá a originalidade e a riqueza do carisma salesiano.

· Amor a Maria. A vida nos mostra que somos repletos de incertezas, de dúvidas, de medos. Nessas horas, desejamos e buscamos a mão de alguém que nos ampare, conforte, dê segurança. Essa experiência ajudou a espiritualidade salesiana a redescobrir Maria e a relançar o grande amor a Maria que a Família Salesiana herdou de Dom Bosco e de Madre Mazzarello. Aprendemos a reconhecê-la como Auxiliadora: vivemos momentos de transformações e incertezas e Maria nos indica o caminho a percorrer e nos infunde esperança. Maria é Auxiliadora porque nos mostra o rosto de uma cristã realizada e comprometida. Maria é mulher fiel até à cruz, como pede Jesus a quem tem coragem de compartilhar sua causa.

· Cidadania evangélica. Deus está a nos esperar para um encontro com Ele nas situações concretas da vida dos jovens. Somos chamados a estar presentes significativamente na comunidade humana organizada, colaborando com a ação salvífica de Deus. Somos chamados a nos inserirmos em diferentes ambientes culturais, educativos, políticos: a participação nessas realidades é exigência da própria espiritualidade salesiana, que acredita que Deus se manifesta e salva a todos nós, servindo-se também de nossas ações e de nosso empenho.

Fonte: www.salesianos.com.br

Share |
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...