Aspirantes

  Dom Bosco disse: "O que somos é presente de Deus; no que nos transformamos é o nosso presente a Ele"
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4 de nov. de 2011

Festival da Juventude Salesiana

Amanhã dia 05 de novembro, todas as casas salesianas da Inspetoria de São Paulo reúne para celebrar o FEST - Festival da Juventude Salesiana. Vão estar reunidos todos os jovens dos colégios, obras sociais, paróquias, faculdades tanto dos Salesianos de Dom Bosco e das Filhas de Maria Auxiliadoras (Salesianas).

O FEST vai acontecer no Colégio Sta. Teresinha em São Paulo.



11 de out. de 2011

Dom Bosco: AS MISSÕES SALESIANAS DE 1910 A 1965

Entre 1910 e 1965, a atividade missionária salesiana se desenvolveu nas missões a eles confiadas diretamente pela Santa Sé (prefeituras e vicariatos apostólicos, prelazias nullius e também dioceses dependentes da Sagrada Congregação da Propagação da Fé), seja em terras longínquas, tradicionalmente chamadas terras de missões até o Concílio Vaticano II.[1] Prova disso são as numerosas expedições missionárias que se sucederam neste período.[2] Somente durante as duas guerras mundiais houve um eclipse bem compreensível. As forças despendidas pela Sociedade Salesiana nas missões aumentaram de tal modo que ela tornou-se a segunda Congregação missionária da Igreja. Também o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora realizou, ao mesmo tempo, um esforço impressionante. Nas duas congregações, o recrutamento, inicialmente só italiano, tornou-se sempre mais internacional.[3]

Entretanto, o ideal missionário se orientava em direção a novas terras para serem evangelizadas. O extremo sul do continente americano, de fato, com a diminuição rápida dos Índios e a chegada de novos imigrantes, perdia pouco a pouco a própria atrativa missionária. A Patagônia e a Terra do Fogo deixavam, também, de ser regiões “missionárias” para tornarem-se totalmente dioceses argentinas e chilenas: Viedma em 1934, Punta Arenas em 1947 e Rio Galegos em 1961. De agora em diante, o ideal apostólico da Família salesiana dirigia-se para novos horizontes na América, na África e no Oriente.


[1] Para uma visão geral das missões salesianas, cf. E. VALENTNI, Le missioni salesiane d’oggi, CSSMS, Roma, LAS 1976; ID., Bibliografia generale delle Missioni salesiane, CSSMS, Roma, LAS 1975; ID., Profili di Missionari Salesiani e Figlie di Maria Ausiliatrice, CSSMS Biografie 1, Roma LAS 1975. Para os aspectos históricos, pastorais, culturais e científicos das missões salesianas, cf. P. SCOTTI (Ed.), Missioni salesiane 1875-1975. Studi di occasione del Centenario, CSSMS Studi e ricerche 3, Roma, LAS 1977. Para os aspectos jurídicos e administrativos das missões, veja A. MARTÍN GONZÁLEZ, La actividad misionera salesiana en la Iglesia. Presupuestos y antecedentes histórico-jurídicos y administrativos, CSSMS Estudos e pesquisas 7, Roma / Madrid, Universidad Pontificia Salesiana / Central Catequística Salesiana 1977.

[2] Veja mais adiante o apêndice 8.

[3] Calculou-se, por exemplo, que já durante o reitorado do padre Rua partiram cerca de 150 missionários salesianos de nacionalidade polonesa. Cf. M CHMIELEWSKI, I salesiani missionari della Polonia. Genesi, ruolo e fisionomia dell’attivita svolta (1889-1910), tese discutida na sede do Instituto de Espiritualidade da Faculdade de Teologia da Universidade Pontifícia Salesiana, Roma, no ano acadêmico de 1995-1996.

fonte: Livro Morand Wirth - CAPITULO XXVI


19 de ago. de 2011

Com Mamãe Margarida

A boa senhora, venerada por todos os que a conheciam, estimada por todos os pobres da redondeza, aos quais, com os poucos meios de que dispunha, sabia socorrer e confortar, tinha compreendido seu filho e, voluntária e fortemente, afrontou o sacrifício que enxergava com clareza.


O afeto profundo e inconsciente à própria terra e às suas coisas é quase metade da vida para essas almas simples, e se transforma na mais pungente das saudades quando elas lhes vêm a faltar. Mas aqui havia de ser vencido para poder caminhar ao encontro de uma existência cheia, por certo, de privações e de sofrimento, não confortada pelo sorriso de ilusão alguma e muito mais difícil de suportar porque era preciso viver entre gente desconhecida.

O filho não tinha nada. Para seguir a voz de Deus e de seus meninos renunciara até ao emprego e à hospedagem de que antes desfrutava. Não lhe sobravam senão as roupas, o coração e a confiança em Deus. Aquele era verdadeiramente o momento e a figura que ela, em seu coração e em seu pensamento, tinha imaginado para o filho: padre e pobre, mas livre de si mesmo e todo para Deus.

Digo também livre de fazer de si o que lhe parecesse bem, porquanto aquela alma forte não o teria tolerado em casa de senhores.

Com lágrimas nos olhos aquela santa mãe tomou seu vestido de noiva, suas poucas joias, seus pobres pertences e a pé, como em peregrinação para o calvário do sacrifício e da caridade, mudou-se com o filho para Turim naquele dia 3 de novembro.

5 de mai. de 2011

Dia de São Domingos Sávio


Beatificado il 5-3-50
Canonizado il 12-6-54

Domingos nasce no dia 2 de abril de 1842 em San Giovanni di Riva, perto de Chieri, província de Turim (Itália).

Crescido numa família rica de valores, impressionou desde pequeno pela sua maturidade humana e cristã. Para servir à santa Missa, esperava o padre fora da igreja, mesmo debaixo de neve. Estava sempre alegre. Tinha assumido a vida com seriedade, tanto que – admitido com apenas sete anos à primeira Comunhão – traçou num caderninho o seu projeto de vida: "Vou me confessar muito freqüentemente e farei a comunhão sempre que o confessor me permitir.


Mais informações no site:

http://www.sdb.org/index.php?ids=12&sott=17&detsot=3&ty=2


4 de abr. de 2011

Preparação para o teatro Paixão de Cristo.


Os jovens aqui da nossa comunidade do Santuário Coração Eucarístico, da AJS, do GAM, CPDB, os Aspirantes e os Salesianos estão se reunindo todo sábado pela manhã e no domingo a tarde para o teatro Paixão de Cristo.


Está sendo ótimo os ensaios, os jovens estão motivados e a expectativa de passar a mensagem para todos está a mil.

Venham nos prestigiar.

Vai ser na sexta-feira dia 22 de abril, às 19 30hs na quadra dos Salesianos..

22 de nov. de 2010

O Sistema Preventivo (Continuação...)

A RAZÃO

O termo “razão” sublinha, segundo a autêntica visão do humanismo cristão, o valor da pessoa, da consciência, da natureza humana, da cultura, do mundo do trabalho, do viver social, a saber, daquele vasto quadro de valores que é como a necessária bagagem do homem na sua vida familiar, civil e política. Na encíclica Redemptor Hominis eu recordei que “Jesus Cristo é o caminho principal da Igreja; esta via leva de Cristo ao homem”.

É significativo observar que, já há mais de cem anos, Dom Bosco atribuía muita importância aos aspectos humanos e à condição histórica do indivíduo: à sua liberdade, à sua preparação para a vida e para uma profissão, à assunção das responsabilidades civis, num clima de alegria e de generoso empenho em favor do próximo. Ele exprimia estes objetivos com palavras incisivas e simples, tais como “alegria”, “estudo”, “piedade”, “sabedoria”, “trabalho”, “humanidade”. O seu ideal educativo é caracterizado por moderação e realismo. Na sua proposta pedagógica há uma união bem realizada entre a permanência do essencial e a contingência do histórico, entre o tradicional e o novo. O Santo apresenta aos jovens um programa simples e, ao mesmo tempo, empenhativo, sintetizado numa fórmula feliz e sugestiva: cidadão honesto, porque bom cristão.

Em síntese a “razão”, na qual Dom Bosco crê como dom de Deus e como tarefa inderrogável do educador, indica os valores do bem, e de igual modo os objetivos a perseguir, os meios e os modos a usar. A “razão” convida os jovens a uma relação de participação nos valores compreendidos e compartilhados. Ele define-a também “bom senso” para aquele necessário espaço de compreensão, de diálogo e de paciência inalterável, no qual encontra atuação o não fácil exercício da racionalidade.

Tudo isto, certamente, supõe hoje a visão de uma antropologia atualizada e integral, livre de reducionismos ideológicos. O educador moderno deve saber ler com atenção os sinais dos tempos para reconhecer os seus valores emergentes que atraem os jovens: a paz, a liberdade, a justiça, a comunhão e a participação, a promoção da mulher, a solidariedade, o desenvolvimento, as urgências ecológicas.

(João Paulo II, Carta Juvenum Patris, 10).

A RELIGIÃO

Segundo termo, “religião”, indica que a pedagogia de Dom Bosco é constitutivamente transcendente, enquanto o objeto educativo último que ele se propõe é a formação do crente. Para ele, o homem formado e amadurecido é o cidadão que tem fé, que põe no centro da sua vida o ideal do homem novo proclamado por Jesus Cristo, e que é testemunha corajosa das próprias convicções religiosas.

Não se trata – como se vê – de uma religião especulativa e abstrata, mas de uma fé viva, arraigada na realidade, feita de presença e de comunhão, de escuta e de docilidade à graça. Como ele gostava de dizer, “colunas do edifício educativo” são a Eucaristia, a Penitência, a devoção a Nossa Senhora, o amor à Igreja e aos seus pastores. A sua educação é um “itinerário” de oração, de liturgia, de vida sacramental, de direção espiritual: para alguns, resposta à vocação de especial consagração (quantos Sacerdotes e Religiosos se formaram nas casas do Santo!); para todos, a perspectiva e a obtenção da santidade.

Dom Bosco é o sacerdote zeloso que refere sempre ao fundamento revelado, tudo o que recebe, vive e doa. Este aspecto da transcendência religiosa, base do método pedagógico de Dom Bosco, não só é aplicável a todas as culturas, mas é adaptável, com fruto, também às religiões não cristãs.

(João Paulo II, Carta Juvenum Patris, 11).

A MABILIDADE OU AMOREVOLEZZA

Enfim, sob o ponto de vista metodológico, a amabilidade (amorevolezza). Trata-se de uma atitude cotidiana, que não é simples amor humano nem apenas caridade sobrenatural. Ela exprime uma realidade complexa e implica disponibilidade, critérios retos e comportamentos adequados.

A amabilidade é traduzida no empenho do educador como pessoa totalmente dedicada ao bem dos educandos, presente no meio deles, pronto a enfrentar sacrifícios e fadigas no desempenho da sua missão. Tudo isto exige verdadeira disponibilidade aos jovens, simpatia profunda e capacidade de diálogo. É típica e mais do que nunca iluminante a expressão: “Aqui, convosco, encontro-me bem; estar convosco é precisamente a minha vida”. Com feliz intuição ele diz claramente: o que importa é que “os jovens não sejam só amados, mas que eles conheçam que são amados”.

O verdadeiro educador, portanto, participa na vida dos jovens, interessa-se nos problemas deles, procura dar-se conta de como eles vêem as coisas, toma parte nas suas atividades desportivas e culturais, nas suas conversas; como amigo amadurecido e responsável, mostra itinerários e metas de bem, está pronto a intervir para esclarecer problemas, para indicar critérios, para corrigir com prudência e firmeza afetuosa, apreciações e comportamentos censuráveis. Neste clima de “presença pedagógica” o educador não é considerado um “superior”, ma um “pai, irmão e amigo”.

Nessa perspectiva, devem ser privilegiadas, antes de tudo, as relações pessoais. Dom Bosco gostava de usar o termo “familiaridade”, para definir o relacionamento correto entre educadores e jovens. A longa experiência convenceu-o de que sem familiaridade não se pode demonstrar o amor, e sem essa demonstração não pode nascer aquela confidência, que é condição indispensável para o bom êxito da ação educativa. O quadro das finalidades a alcançar, o programa e as orientações metodológicas adquirem consistência e eficácia, se marcados por genuíno “espírito de família”, isto é, se vividos em ambientes tranqüilos, alegres, estimulantes.

A este propósito, deve-se ao menos recordar o amplo espaço e a dignidade dados pelo Santo ao momento recreativo, ao desporto, à música, ao teatro ou – como lhe aprazia dizer – ao pátio. É ali, na espontaneidade e alegria dos relacionamentos, que o educador sagaz colhe modos de intervenção, tanto leves nas expressões, quanto eficazes para a continuidade e o clima de amizade em que se realizam. O encontro, para ser educativo, requer um contínuo e aprofundado interesse que leve a conhecer os indivíduos pessoalmente e, ao mesmo tempo, as componentes daquela condição cultural que lhes é comum. Trata-se de uma atenção inteligente e amorosa às aspirações, aos juízos de valor, aos condicionamentos, às situações de vida, aos modelos ambientais, às tensões, reivindicações e propostas coletivas. Trata-se de perceber a urgência da formação da consciência, do sentido familiar, social e político, da maturação no amor e na visão cristã da sexualidade, da capacidade crítica e da justa maleabilidade no desenvolvimento da idade e da mentalidade, tendo sempre bem claro que a juventude não é só um momento de transição, mas um tempo real de graça para a construção da personalidade.

Também hoje, embora num contexto cultural mudado e com jovens de religião também não cristã, esta característica constitui uma dentre tantas instâncias válidas e originais da pedagogia de Dom Bosco.

(João Paulo II, Carta Juvenum Patris, 12)

Fonte: www.salesianos.org.br

Capítulo 5: Pastoral juvenil salesiana e Pastoral da Juventude do Brasil

A pastoral juvenil salesiana, construída sobre o Sistema Preventivo, é nossa forma específica de viver a missão salesiana. As características dessa pastoral são:

· Opção determinante pelos jovens e pelo seu mundo.

· Missão de educar evangelizando e evangelizar educando.

· Experiência comunitária.

· Estilo específico de animação.

· Unidade na diversidade e a organicidade.

· Presença significativa na Igreja.

· Presença significativa no mundo.

AJS e PJ do Brasil: contribuições mútuas

Inseridos e sintonizados com a Igreja, estamos atentos e comungamos com aquilo que a Igreja do Brasil nos orienta a respeito dos jovens. A PJ do Brasil é a voz oficial da CNBB para o trabalho com os jovens. É necessário que a AJS esteja integrada e em sintonia com as orientações da Igreja do Brasil para a pastoral da juventude.

O carisma salesiano oferece contribuições entre as quais:

· o humanismo otimista,

· a visão positiva da vida,

· a acolhida ao progresso,

· a postura crítica diante dos MCS,

· a presença salesiana estimuladora e educativa no meio dos jovens,

· a descoberta e o investimento nas potencialidades juvenis,

· a acolhida e o relacionamento pessoal do educador-pastor com o destinatário,

· a afetividade marcada pelo carinho,

· a simplicidade e a praticidade salesianas,

· a espiritualidade do cotidiano,

· o caráter preventivo do sistema educativo,

· a diversidade de propostas e estilos de vida em grupo,

· a organização de ambientes ricos em propostas educativas,

· o caráter educativo de um ambiente físico,

· a experiência em se trabalhar em equipe (CEP) e em se planejar a ação pastoral (PEPS).

Posturas para uma pastoral orgânica

· Conhecer e aplicar as diretrizes da Igreja do Brasil para a PJ.

· Inserir-se em iniciativas da PJ local.

· Incentivar os jovens a essa caminhada conjunta.

· Participar do processo de organização da juventude católica da Igreja local.

· Abrir-se mais às classes populares e aos jovens marginalizados.

· Oferecer idéias, segundo a rica experiência com grupos juvenis que partem da realidade e do interesse dos jovens, atendem suas necessidades, despertam suas potencialidades e formam lideranças.

· Contribuir na formação de líderes e assessores.

· Descobrir juntos um consistente, atraente e prático itinerário de educação à fé.

· Colocar ambientes, materiais e líderes a serviço da PJ da Igreja local.

· Favorecer iniciativas de parceria, no que diz respeito à formação e eventos juvenis.

· Organizar projetos em consonância com a Igreja local, evitando programações paralelas.

Fonte: www.salesianos.org.br

18 de nov. de 2010

Capítulo 4: O assessor e o coordenador na AJS – papel e perfil

O assessor

A assessoria na AJS se fundamenta na convicção de que em todo jovem há traços do bem a serem descobertos e desenvolvidos.

O assessor da PJ é um cristão adulto, chamado por Deus para exercer o ministério de acompanhar, em nome da Igreja, os processos de educação na fé dos jovens. A assessoria só pode ser exercida por quem fez uma opção pessoal, recebeu o envio por parte da comunidade, com aceitação dos próprios jovens.

Identidade e características do assessor

· Identidade psicológica. Uma pessoa adulta que deve ter a capacidade de entender e acompanhar o processo pessoal e comunitário que os jovens estão realizando. Seu processo de amadurecimento psicológico e de formação humana deve ser constante e permanente.

· Identidade espiritual. É uma pessoa de fé. Vive o seguimento de Jesus na opção que faz pelos jovens. Neles reconhece o rosto de Deus e a voz profética do Espírito. Descobre a presença de Jesus no meio deles. Crê em Deus e crê nos jovens.

· Identidade teológico-pastoral. É uma pessoa chamada por Deus para cumprir uma missão na Igreja, é um enviado da comunidade para anunciar e testemunhar o amor de Deus no meio dos jovens. Deve ser uma pessoa de Deus e de Igreja.

· Identidade pedagógica. É um educador; age de acordo com a pedagogia de Deus, seguindo o modelo que Jesus utilizou com os discípulos. Educa a partir da vida e para a vida. Acompanha os processos pessoais e grupais dos jovens. Como educador, situa-se entre os jovens como amigo maduro e orientador.

· Identidade social. É uma pessoa encarnada em sua realidade social e com um profundo sentido de pertença a ela. Conhece e assume as esperanças e as dores de seu povo, de seus jovens. Procura não ficar passivo diante dos desafios que a realidade apresenta. Sente-se chamado a transformá-la.

· Identidade salesiana. Procura encarnar e transmitir com sua vivência o espírito salesiano; por isso é indispensável conhecer profundamente a espiritualidade juvenil salesiana, estar convencido de suas crenças e ter internalizado seus valores. Tem presente, a partir da vivência – enquanto caminho de santidade dos educadores e dos jovens – do Sistema Preventivo, a centralidade da razão, da religião e do amor. A metodologia do assessor é a da assistência-presença. Busca viver entre os jovens, participando de sua vida, contemplando o seu mundo com simpatia, atento às suas verdadeiras exigências e valores. Vivencia atitudes e valores evangélicos a partir de uma base de realismo prático, de uma atitude de esperança, de uma amizade forte e pessoal com o Senhor ressuscitado, de um sentido responsável e corajoso de pertença à Igreja, de um empenho concreto e operante, ajudando os jovens a serem apóstolos dos jovens. Vive a mística do trabalho apostólico e não trabalha sozinho. Tem presente a criação do espírito de família; ama e demonstra que ama.

Tarefas do assessor

· Em relação a si mesmo. Deve se preocupar com sua formação integral, gradual, permanente.

· Em relação à pessoa do jovem. Acompanham os grupos de jovens, mas aos poucos podem ir assumindo o acompanhamento pessoal de cada jovem. Ajuda o jovem a clarear e definir seu projeto de vida e fazer as opções que configurarão seu ser e agir na Igreja e na sociedade. Deve ser alguém apaixonado pela vida.

· Em relação ao grupo. O assessor cria e favorece clima de amizade, confiança, diálogo, fraternidade, espaços de formação integral, organização, compromisso, experiência comunitária de fé.

· Em relação aos coordenadores de grupos. Oferece a eles formação, subsídios, apoio efetivo na caminhada, a fim de que possam ser um serviço para o exercício dessa liderança.

· Em relação aos outros assessores. Não trabalha sozinho e isolado de seu grupo. É chamado a relacionar-se com os outros assessores, numa partilha de vida, confronto de idéias e experiências, apoio na oração, na reflexão e na avaliação.

· Em relação à sociedade. Situa-se dentro da comunidade social como um adulto enviado ao mundo juvenil. Procurará ajudar os jovens a entender a realidade social, a perceber, respeitar e valorizar as diferentes formas de ver e entender o mundo e a história presentes na sociedade. Procurará ainda ajudar os jovens a encontrarem formas de contribuir para tornar a sociedade mais justa e fraterna.

O coordenador de grupo

Um grupo de jovens não vai para frente nem se sustenta sem um coordenador. Mas quem coordena o grupo deve ser um dos jovens do grupo e não um adulto. O jovem deve estar na linha de frente, deve ser o protagonista, o “ator principal”. Jovens sendo evangelizadores de outros jovens.

Identidade do coordenador

· Simples, atencioso, paciente, amigo.

· Animado e animador, entusiasmado.

· Uma pessoa de fé.

· Disponível e serviçal.

· Pessoa que se capacita.

· Organizado.

Tarefas do coordenador

· Preparar e animar as reuniões do grupo.

· Detectar os anseios, as preocupações, interesses, inquietudes e questionamentos de cada membro e do grupo como um todo para que, juntos, possam chegar a respostas significativas.

· Favorecer a convivência fraterna, o respeito, a alegria, a solidariedade, a criatividade.

· Criar no grupo um clima democrático, estimulando a participação e a co-responsabilidade diante dos objetivos e atividades do grupo.

· Animar a uma verdadeira experiência de Deus na oração, na leitura da Palavra, na celebração viva da fé.

· Apoiar iniciativas que nascem da fé em vista da solidariedade com os pobres e com os que mais sofrem.

· Trabalhar sempre em sintonia e em conjunto com o assessor do grupo.

· Manter contato permanente com os responsáveis das obras e presenças e com outros grupos de jovens de sua realidade, com a PJ paroquial e diocesana.

· Descobrir e potencializar as lideranças do grupo.

Fonte: www.salesianos.com.br

LEITURA ORANTE DA BIBLIA

O PASSO A PASSO... (10 Passos)

1º PASSO: O primeiro passo é a introdução da “leitura orante”, deve se acalmar, fechar os olhos, respirar bem fundo; enfim esse momento é para relaxar.

Deve-se esquecer as preocupações cotidianas, observar o ambiente em nossa volta (se possível colocar alguma música de fundo).


2º PASSO: Ainda calmo, sereno, deve pronunciar alguns MANTRAS* bíblicos para entrar em sintonia com Deus.

Logo após esse momento vamos abrir os olhos e invocar o Espírito Santo (pode ser alguma música, formula espontânea, porem algo de acordo com o momento).

3º PASSO: (Texto e Contexto) nesse momento ler a passagem bíblica escolhida, reler se necessário e escreve - lá com suas própias palavras.

Obs: Se possível ler em mais de uma tradução.

4º PASSO: (Dissecando o texto) Agora, vamos ler de novo o texto anotando:

A- Os personagens.

B- Os lugares.

C- Os verbos, adjetivos, substantivos e etc.

D- Algo sobre o contexto histórico da passagem bíblica escolhida.

5º PASSSO: Fechar os olhos novamente, em pensamento meditar as ligações entre: A, B, C, D.

Ao abrir os olhos , anotar as ligações pensadas e meditadas.

6º PASSO: (O pretexto) Responder: Qual a intenção de terem escrito essa passagem? Por que escreveram essa passagem dessa forma?(Esse momento é o pretexto teológico do texto).

7º PASSO: Trazer a palavra para o Dia a Dia, como posso retransmitir o pretexto, o conteúdo do texto bíblico lido, porem com a cultura, sociedade do século XXI.

Também resumir o significado do texto com uma frase curta.

8º PASSO: Transformar a leitura em oração, “Deus nos solicita através da meditação da leitura bíblica”. Torna-se espontâneo perguntar agora: O que quero dizer a Deus depois de ter meditado o texto bíblico? Esse é o momento de “rezar” e responder a Deus depois de ter escutado a sua palavra.

9º PASSO: (Atitude) Nesse momento iremos, através de tudo aquilo que foi meditado e orado fazer um comprometimento para a semana, dia, ano e etc.

É o momento de seguirmos aquilo que nos foi dito por Deus, na leitura bíblica.

10º PASSO: (Meditatio) É raro de acontecer, não depende de você e sim de Deus, não sabemos se vai acontecer ou se vai acontecer.

É o momento de sentir Deus presente do seu lado na figura da palavra de Deus . É algo inexplicável, você entra em comunhão com cristo.


*MANTRA: Algum trecho do evangelho, salmo... EX:

1- Vinde espírito santo...

2- A luz do senhor que vem sobre a terra imunda o meu ser permanece em nós...

3- Pai nosso, somos teus filhos, somos irmãos...

4- Vem espírito santo vem, vem sobre nós, como em pentecostes vem lavar meu viver...

5- O senhor é a minha luz e minha salvação a quem temereis...

18 de out. de 2010

Capítulo 3: A espiritualidade juvenil salesiana

Dom Bosco nasceu em 1815 na Itália. Desenvolveu sua obra na segunda metade do século 19. Criou colégios, paróquias, oratórios, escolas profissionais, com uma única preocupação: a educação e evangelização da juventude, sobretudo a mais pobre e abandonada.

A motivação profunda de Dom Bosco era a convicção de que Deus quer o bem de todas as pessoas, quer a salvação de todos. Deus é o bom pastor que cuida carinhosamente de cada uma de suas ovelhas, tendo especial carinho por aquelas mais fracas e em situação de risco.

Inspirado em Dom Bosco e motivado por ele, nasceu um vasto movimento de pessoas e de ações com um único objetivo: trabalhar pelo bem de todos, sobretudo os jovens mais pobres e abandonados.

No ano de 1837, em Mornese, nasceu Maria Mazzarello. Em comum com Dom Bosco, ela tinha a mesma paixão por Deus e pela juventude. Orientada por ele, fundou o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora.

O jeito com que eles enxergavam e procuraram realizar sua missão é o que chamamos de espiritualidade. Espiritualidade não é algo abstrato: é o modo de ser e de viver, baseado em determinadas crenças e valores fundamentais.

Na medida em que foram realizando seu trabalho, Dom Bosco e Madre Mazzarello desenvolveram um jeito característico de educar. Eles procuraram cuidar para que seu jeito estivesse presente em suas obras, mesmo quando eles próprios não estavam presentes. Reuniram as principais características de seu estilo de educar no chamado Sistema Preventivo. É nele que encontramos os traços característicos da espiritualidade juvenil salesiana.

Crenças da espiritualidade juvenil salesiana

· Toda pessoa é criada para o bem. Essa crença nasce da certeza de que todos somos filhos de Deus, criados à sua imagem e semelhança. Se existem em nosso meio pessoas sofrendo, marginalizadas, não é porque foram criadas assim. Dessa crença nascem o desejo e a força de se empenhar para que todos tenham vida e a tenham em abundância.

· Deus está presente em nossa história e nos espera para um encontro com Ele. Em Jesus Cristo, Verbo Encarnado, Deus assumiu nossa condição, nossa história; é na realidade histórica que devemos buscá-lo. Como conseqüência, a espiritualidade salesiana é espiritualidade do cotidiano.

· A vida é dom de Deus e tem valor insubstituível. Por ser dom de Deus, a vida adquire valor inestimável. Deve ser valorizada, cultivada, defendida em todas as formas.

· Estamos caminhando para o bem. Na ressurreição de Jesus, o mal foi vencido.Nosso destino é a realização em Deus. A espiritualidade salesiana é otimista, acredita na força do bem, acredita que o mundo todo está em evolução.

· A educação se dá na relação. Dom Bosco privilegiava o contato entre educador e educando. A educação não acontece senão pelo relacionamento entre as pessoas.

Valores da espiritualidade juvenil salesiana

· A vida, lugar onde se faz experiência de Deus. Dom Bosco era uma pessoa prática, gostava das coisas concretas. Isso se refletia também em sua maneira de se relacionar com Deus. Para ele, o lugar de se experimentar Deus é na vida do dia-a-dia. De Madre Mazzarello afirmava a sua amiga Petronilla: “Maria não só pensava continuamente em Deus, mas vivia a sua presença e, mais ainda, vivia amorosamente unida a Ele. Trabalhando em casa, andando pelas estradas, atendendo ativamente aos trabalhos dos vinhedos, o seu pensamento perdia-se em Deus”. Dizia Madre Mazzarello: “A verdade piedade consiste em cumprir todos os nossos deveres a tempo e lugar e só por amor de Deus”. Essa espiritualidade nos ajuda também a viver e enfrentar os momentos difíceis: a cruz é também caminho de ressurreição; não significa acomodação.

· A oração salesiana. A espiritualidade sustenta-se na oração. Dom Bosco rezava sempre: tudo o que vivia, tudo o que fazia pelos jovens, era expressão de seu intenso amor por Deus e pelos jovens; era a oração do cotidiano. Madre Mazzarello dizia: “Falem muito com o Senhor. Carregando cal ou costurando, trabalhando na vinha ou brincando no pátio, era importante estar na escuta do Senhor”. Quando falamos da oração do cotidiano, de perceber Deus na vida, não queremos diminuir a intensidade da oração. Ao contrário, os momentos explícitos são importantes e necessários, mas não podem ser somente esses.

· Somos gente de festa. A festa, a alegria, são características típicas da espiritualidade salesiana. Não uma alegria vazia, mas que brota de quem está contente com a vida porque sabe que ela, por mais dificuldades que apresente, é um dom de Deus. Alegria que nasce como expressão espontânea daquele que se sente amado e é capaz de amar, reflexo de quem se sente constantemente querido por Deus.

· A vida como vocação. Ninguém foi criado por acaso. Deus nos quis e nos chamou pessoalmente à vida; nos criou para a vida. Somos chamados a ser co-criadores com o Senhor; chamados a ser geradores de vida; chamados a lutar contra tudo aquilo que representa ameaça à vida. Nos acontecimentos e sinais do dia-a-dia, nas urgências e necessidades que se nos apresentam, vamos percebendo as oportunidades concretas de resposta. O que não podemos é nos fechar em nós mesmos. Queremos dignidade e plenitude de vida não apenas para nós, mas para todos.

· Acolhida do outro. A acolhida não é uma questão de palavras. É um clima que se sente, um estado de espírito que é percebido além do que se diz. É capaz de acolher quem percebe o outro como valor. É capaz de acolher quem não é auto-suficiente. Só é capaz de acolher quem é capaz de amar. Dom Bosco expressava a acolhida no que ele chamava de “clima de família”, um ambiente marcado pela descontração, pela espontaneidade (o que não pode ser confundido com ausência de normas ou regras). Existe clima de família quando as pessoas sentem-se bem, sentem-se em casa.

· Comunhão eclesial. A comunhão com a Igreja em todos os níveis – mundial, diocesana, paroquial – é característica da espiritualidade salesiana. A AJS não deve ser uma organização paralela, independente, auto-suficiente em relação às organizações e dinamismos pastorais locais. Por isso, a AJS procura articular-se com os diversos organismos e pastorais existentes no ambiente em que está inserida, levando para lá a originalidade e a riqueza do carisma salesiano.

· Amor a Maria. A vida nos mostra que somos repletos de incertezas, de dúvidas, de medos. Nessas horas, desejamos e buscamos a mão de alguém que nos ampare, conforte, dê segurança. Essa experiência ajudou a espiritualidade salesiana a redescobrir Maria e a relançar o grande amor a Maria que a Família Salesiana herdou de Dom Bosco e de Madre Mazzarello. Aprendemos a reconhecê-la como Auxiliadora: vivemos momentos de transformações e incertezas e Maria nos indica o caminho a percorrer e nos infunde esperança. Maria é Auxiliadora porque nos mostra o rosto de uma cristã realizada e comprometida. Maria é mulher fiel até à cruz, como pede Jesus a quem tem coragem de compartilhar sua causa.

· Cidadania evangélica. Deus está a nos esperar para um encontro com Ele nas situações concretas da vida dos jovens. Somos chamados a estar presentes significativamente na comunidade humana organizada, colaborando com a ação salvífica de Deus. Somos chamados a nos inserirmos em diferentes ambientes culturais, educativos, políticos: a participação nessas realidades é exigência da própria espiritualidade salesiana, que acredita que Deus se manifesta e salva a todos nós, servindo-se também de nossas ações e de nosso empenho.

Fonte: www.salesianos.com.br

7 de set. de 2010

Capítulo 2: Articulação da Juventude Salesiana

Dom Bosco e Maria Mazzarello deixaram como missão para seus seguidores trabalhar pela educação e evangelização da juventude, sobretudo aquela que se encontra em maior situação de perigo.

Para Dom Bosco, cada obra deveria ser casa que acolhe, escola que educa, paróquia que evangeliza e pátio onde todos se encontram como amigos.

Na fidelidade à tradição de amor e predileção de Dom Bosco e Madre Mazzarello aos jovens, em 1998 nasceu no Brasil a Articulação da Juventude Salesiana (AJS), durante o 2º Congresso Nacional de Lideranças Juvenis Salesianas. O termo “articulação” indica a concepção que sustenta e orienta a AJS, diferenciando-a dos movimentos juvenis “tradicionais”.

A AJS é fruto da vivência da tradição salesiana e da resposta atenta aos sinais dos tempos.

Presentes no Brasil há mais de 100 anos, os Salesianos de Dom Bosco e as Filhas de Maria Auxiliadora se organizam em Inspetorias (15 ao todo), com uma grande variedade de obras a serviço da juventude.

Vivendo os sinais dos tempos, em nossas presenças estão inúmeras experiências de grupos juvenis. Vários deles atuavam de maneira independente, isolada, dispersando forças, e muitas vezes sem apoio ou acompanhamento por parte dos salesianos e das irmãs. Por outro lado, o modelo de PJ nas obras não conseguia envolver a pluralidade de grupos existentes.

O que é AJS

AJS é uma rede de apoio mútuo e articulação entre os variados grupos de jovens, que se identificam com a espiritualidade juvenil salesiana e querem vivê-la. É um trabalho conjunto entre os Salesianos de Dom Bosco, Filhas de Maria Auxiliadora, toda a Família Salesiana e a juventude.

Características

· Articulação de grupos autônomos, que têm organização, metodologia e objetivos próprios.

· Está em sintonia com as orientações da PJ da Igreja do Brasil e se insere nas iniciativas da PJ local.

· Tem como inspiração sustentadora os valores e crenças da espiritualidade juvenil salesiana.

· Possui uma estrutura de organização que busca combinar a animação orgânica (em nível nacional, regional e local) com a autonomia de cada grupo.

Organização

A estrutura de organização da AJS pode variar de ambiente para ambiente, de situação para situação, porque é fundamental respeitar as diferenças e peculiaridades de cada realidade. Atualmente a AJS está organizada da seguinte maneira:

· Coordenação local (de obra ou presença). Formada por representantes dos grupos existentes em uma determinada obra ou presença. Sua função é animar e articular esses grupos.

· Coordenação regional. Como as áreas geográficas de cada inspetoria são normalmente muito extensas, são necessárias coordenações regionais, formadas por representantes de coordenações locais. Em geral, essas coordenações são interinspetoriais.

· Coordenação inspetorial/interinspetorial. Formada por representantes das diversas regiões da inspetoria, sendo em alguns lugares também interinspetorial.

· Coordenação Nacional da Pastoral Juvenil Salesiana. Composta por um salesiano e uma irmã de cada inspetoria, formam uma equipe nacional responsável pela animação da AJS em suas respectivas inspetorias, procurando refletir sobre ela em nível nacional e cuidar das ações em rede.

· Assessor. Não é membro do grupo, não está ligado a nenhum grupo, mas tem importância fundamental na vida dos grupos.

· Calendário de atividades. A agenda de atividades deve ser flexível, adaptada à realidade de cada grupo e região. Mas é importante haver eventos comuns, desde que essa agenda comum não atropele ou sufoque as iniciativas e atividades dos grupos.

O que se quer proporcionar

· Experiência dos valores da espiritualidade salesiana, conhecimento de Dom Bosco e de Maria Mazzarello, vivência das crenças e valores salesianos.

· Processo de crescimento humano e de formação da fé cristã com caráter educativo e missionário.

· Itinerário de formação desenvolvido dentro do grupo.

· Vivência das relações interpessoais e intergrupais, valorizando a diversidade e a identidade de cada um.

· Desenvolvimento de um processo organizativo pautado na participação e envolvimento dos jovens, leigos adultos e de toda a Família Salesiana.

· Desenvolvimento das potencialidades pessoais, convicções e valores.

· Oportunidade de inserção do jovem como membro ativo e atuante em seu ambiente, engajando-se em ações sociais, religiosas, de cidadania, dedicando parte de seu tempo à vivência de um ideal em favor do bem comum.

Onde acontece a AJS

A AJS promove a articulação de grupos, e não diretamente de pessoas. Não existe lugar específico para os grupos surgirem, serem dinamizados, acompanhados: dentro e fora de ambientes salesianos, e inclusive em locais onde não há presença salesiana direta.

Embora professe a fé cristã, a AJS está aberta a pessoas de outras confissões religiosas, valorizando o diálogo ecumênico e o enriquecimento mútuo.

A condição básica para um grupo pertencer à AJS é identificar-se com a espiritualidade juvenil salesiana, ter vivo estes cinco critérios:

· Nasci para ser feliz. Amo a vida, valorizo-a e cuido dela.

· Tenho um amigo, Jesus Cristo, filho de Maria. Ele é a minha referência.

· Tenho uma família, a Igreja, comunidade que partilha a fé, a esperança e o amor;

· Tenho um tesouro, a Eucaristia e a Reconciliação, sinais visíveis do amor de Deus por nós.

· Tenho um futuro. Eu vim para servir, “porque o Senhor nos colocou no mundo para os outros” (Dom Bosco).

Conseqüências práticas

· Estar atentos e comungamos com aquilo que a Igreja do Brasil orienta a respeito dos jovens.

· Propor grupos que atendam às necessidades dos diversos níveis de idade. Os grupos espontâneos podem ser envolvidos a partir de suas necessidades peculiares.

· Apesar de não haver um único itinerário formativo, os processos devem conter programas gradativos e continuados.

· Formar e qualificar continuamente os coordenadores de grupos e assessores da AJS.

· Cuidar particularmente dos grupos num processo formativo mais avançado, pois os jovens desses grupos manifestam interesses que vão além dos gostos pessoais e da satisfação imediata; estão imersos num processo formativo explícito e requerem acompanhamento especial.

· Filhas de Maria Auxiliadora e salesianos, responsáveis primeiros pela formação e qualificação dos jovens, devem estar também dentro de um processo permanente de formação e qualificação.

· Promover a circulação de material (subsídios, reflexões, informativos etc.) em todos os níveis (local, regional, inspetorial e interinspetorial) como possibilidade de troca de experiência e de formação conjunta, fortalecendo a articulação em rede.

FONTE: www.salesianos.com.br

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